S E R M A Mi7 DO INVICTO M A R T Y R, E PROTECTOR. O A s PEDRO DE VERONA- IMV RES SO Por ordem do ílliiRriílimo Senhor I N (^V I s I D O R geral, E TREGJ‘DO No Convento JeS. Domingos delia CitiaJe Telo M- R. T. fr. i» anthonomaíla a mayor maravilha, por q de cal force fe eiaamora do Sol, qfem perder dia algum^com fixos paíTos.o acompanha no quotidiano de feus gytos; cim S’o~ k fc circumagentis, etiam nubilo àie. Eíla meíma doutrina de Chriflo, que referida por S.Marrheus. canta a Igreja nocomn>um dos Marryres. ^^ferida por S. Lucas canta hoje ao infigne Marryr S. Pe- ro de Verona; porôm com eíla fingnlaridade , para Sao ^dro de V crona.com eíla diferença para os demais Mar- quç dornais Martyres , fò propõem que haÕ de a Chriflo com a íua Cruz : Tollât Lr-Hcemjuam, & rac,8i2iol\\uíí^QSdi6 Pedro de Verona diz. que ro r ha de tomar a fua Cruz, para feguir a ChriL r ^ Crucem fuam quotidic, fequaturme, Confef- oque todos os mais Martyres, como Cathoiicas baliías logcaõ as acçlamações de maravilhas do ® Ai mundo, I rríuiu^o, noicm oiVaiftrcMartytS. Pedro, como Girafo' nas aaUnrdias, como gigante iiao cjícellcncias, parece tx- , cedco nanr.>ndo a rodas citas maravi , r„. 7 .o«,pois naõ sò fegu.o ao Divino Sol co a foa Cru 7 ma» , todos osaiaslefugeiton a efta Croz para f. gnir ao Divi- , ao Sol • Quotidic, ctiam nubiio dic mm S^ole j^' circumagcn- ^ Defpirfeo ^ negarfe a fy proprio^ ordena, & cliípoem o i M ftre biviiKxQii"i<‘‘^-r-'»'icS[J-iihõe8 os da própria von- taciel pois fendo detcnçofas remoras para nos retardarem ao Ceo , faõ ligeiras azaS; para nos precipitarem ao vido. . Adverte o Senhor, que efta Cruz feja a própria, & naõ a 1 alhea ; Crucem juam, & pareccnie foy. porque como aos ; homens as culpas alheas parecem fempre muito defmar- cadas, h as próprias nuiito diminutas, para que eíTa CruZ lhes pareça de pouco peio, yej\Õ que as fuas culpas faõ o . toralpefo dcíTi Cruz. Afftm defpidos, &com efta CruZ , aos hombros manda que figamos os feus puíTov-,que muito • pode o exemplo , cm as execuções de hum Prelado , poiS nem os mayores pendores retarJaõ , quando os exemplos que vaÕ diante, encaminh;jÕ.(^iem ifciuar a fua alma neí- tc mundo, perderá no outto mundo a fua alma ; como aS ^ mercancias faÕ taõ diverfas, por iffoas negociações fao oppoftasi henereílario afazendar monos nefta vida de gores, para mercanciar na gloiia eternas luavidades :eC pelo contrario nefte mundo as fuavidades fó negoce ao hum inferno de perpetuos rigores, A quem fe envergonhar [acaba o Senhor J da minha doutrina, pejarmehci eu de^o receber na minha glotia-.Conheçaõ osque no mundo ma- . daõ, quebeneáciar indignosdeve caufar pe)o a animoS fübèranos,^ qualquer beneficio indignamente comniu- nicaao,henofoft:ode quem o communica hum terrete . defairofo. Neftas clauíulasfecifraõ os dirftames de tonopiefente Evangelho , para os maniftftar iihadQS,tia mais illuftíe çqcha da fe,na mais (3e mi nVia Religiaõ , no Inq^ífidor mais furremo , no Mar- tyr màis invifto, no invifto Martyr . & Supiemo Inquífl- düi S. V eiona, neceíTito tie muita graça. Ave vino , como ciiie iheodoreto, ou para pcirofo, como affirmou Ma Ido na do, ou finalmenre para moftrar excedia os annuncios de Daniel , como contem- pla5 os mefmos Maldonado,^ Thcodorero.Fique-le aqui i^j V o difcurfoj & hufquemos o Evangelho. Quem houver e mefeguir, diz Chiifto, ha de negarfe a fy proprio. • gctjemet-tfjum : Icieji explica S. Auguftinho, relitiqne p opriam natnrani, humanam rationem , ^ omne quod J • homifu carnali ‘i/W/í; efte negar -le hc como deixar a na turcla humana, & fabiicarfc de outra muv divcrla, deixar t V. tudo quanto ti\ er de carae, & fangue , & fabr icarfe como /, .c. /.^ de outra efpocie: Reíinquet, . ^^^^^JoaÕ Chryfoítomo: creoa pronufíada ^ j r a jni,f em feu filho, quando dcgollando a feuíilho, ' T fl' a l«a propagaça6. Porem o ncíTo ^S^tOs da Divina palavra apoftava milagres coni a herefia. CS) ‘ Venha ham ífaac. Aílonibrofa Fe , fchzS.Am- Ahyãb 4 - brofioj oííeroceo ü garp^^ahia, aos iios dc hum cucelio , cfcn- ^uliaci do as dirpofiçõcs do Ceo nas vozes íó dc íou Pay. Pofèm nXctíp onoiTü Sancofabcndoqueoefperavaa tyianma, porfatif- l^fhnm fazer aosnegodos da Fé, bofeou atyrannia queocrpera- 4 e? fup. va. Venha hum Jacob. Aífombrofa Fè (diz o grande Orige- ci ' ms )nos rebuços de humano reconheceo em íeus braços ' valentias de Divino. PorêmonoíTo Santo para íe confun- dir, 5c humilhar, nas afrontas herecicas contemplava admo- cílações Divinas. Venha hum Moyíés. Aílombrofa Fc, 'jíd Hd?. Aiiz o Apoftülo S, Paulo.] Porque fe negou de neto de Fa- raói porènionoíTo Santo contra feus proprjos píiysmof- trouo ícu esforço. Venhaõ ostres Monarcas do Oriente. Uh, AÍIombrofaFé, (dizo Expofitor do Carmo, ) fugeitaraõ- i. r.q. «. feaosdidramesde hüa Eílcella muda í porem o noílo San- 133 to Dcoílroufe ao primeiro brado de huma luz Dominica. ^ Mas para que he multiplicar íemelhanças , fe todos os en- carecimentos faõ limitados rafeunhos a tantas prerogati- vas? Conheça-íe por aílombrofa a Fè de S Pedro Marryr. como verdadeií o gyrafol de Cmiílo SaÕ Pedro Marryr. f hrAod 7 olktCruc^mjmm,B£C eftfarficfio Cbridiun^ Rcikio- ôrade^ Na primeira qualidade da prata bem moílra os aflom- yt/lnrã S* brosdaíuaFè: t^yír^cnturnjídcr/i denotãt, ’ Temos na fegunda qualidade da prata em aFc do noflo Santo para a Igreja o mayor fe^uro^Entencleo SaÕ ToaÕ ChryfoílomOj que etle mandar Chrntoaos Diícipu- Cont.fer. ^g^nar as fuascruz.es, era armallos Capitães eom eüas J cruzes, que oS mandava tomar : CMUiUm qui iffam fe- miturRex Cíelortm armaviP ,ctm Crucem fortart tnJH- OtSi- Ml J^^.f.SetetüosaS.PedroMartyrcomaíua Cruz.tambern arma Jo, que muito promettainosá Igreja eftefeguto? N-õ quero acrora lembrarme dos creditou , com que os Fumrnos Pontiífces Innocencio, &Alexandro IV.Sixto V & Clemente 111 ehamaraõa S. Pedro Martyr balvar- te’d I Fê, gucellü da herefia, & lufteofo faroi da Igreja. NaÕ ^ quero . 1 I 0 tlofTo SaH- nii^^ro rnm^'em IctTibrarmc, em quc piCgjd ? ^ i „ TZâZol ao ícuaudto.io, que fe vivo combatera b re- les mo”o h.via rle combater mais hereges . do que quam cio vivo, De nada difto^digo, ^l^rr/íaJratrestííos.Pcíno[Qi7.^^^i‘ ^ a S. Pedro Martyr,) eu emnenhey a minha intercf f a que naÕ fraqueaííe a lua Fè, trata de eílabeleccr o ' do com os documentos do icueípíiitu. Naõ vccesc borada por Maria SantiíHma a Fé de S. eíleja fegura a Igreja de que lhe naÕ ha de faltar . Martyr com perpetuoscfpíen dores da fua F c. Ainda bem , ou ainda mal, a malicia tarbaicacxp^- em o jardim do Calvario a melhor flor do Paraiío, quan o os miniaros dcüas ty tannias comecaõ a partir, 3c rep^mt as veaitTsenras : (TíiciJjXi-TUT.t ^UTii j qj. qje(fimevta ejus. ChegaÕ â túnica incenfutil j & todo» re- peicüíoscmatocar, dizem que de nenhuma forte le ha de partir ; Non fcíndamm eam, Na relaçsõ do texto íe di\i a Í.r orepavo. Todas eftas veílimentas naõ faõ LchMílo, todas naõ -erccem o proprio como as demais rompem. & ío a cüa um hbXc.i^. r'à . atrevem? Grande difcm fo o dc a pé dos ». i). Eíle rafg ir dos veflidos fymbcliza o ext ■ Eathyr». dres huchy mior cra obra das maoí d M poisaFè nas demais veftimcotas poar i.aac.vio- hf.n.zi. mas Fé ordenada por Maria Vròf. Inr.Saõ Profpcro divinamente para l.de fri- tunuarn aividere mhífrunt/ver>Utem 1 ““J: . p, ^df. p. ,• aFè, quepotvia deSaõPcdroM^KytconíeÊWOfi^j,’.^^'^ Ju 1 Catbolic:i foy cíl ibeIcciJa por empaiihos de Maria Saiitif- finia; FèeíUbelecidapjr empeniios de Maria SantiOimâ naõ póJe fraquear na Igreja Catliolica. NaÕ fei fe ouvirão, que exciiidlas, ou por acafo , ou com mvíleriojiumas luzes , que condecoravaõ ofepulcro, . „ , I 1 Si/ deS Pedro Marryr , bayxava num efplendor do Ceo , & ViM acendia no fepulcro de S. Pedro Martyr aquellas luzes. Ja fabein que a luz he Hyerogl.fico da ¥e:hme» I-i^e,.No- tem agora-, luzes de SaÕ Pedro Martyr . poderá efte. ou . ijy aquelle infernal a01>pro,eíl:e,ou aquelle cafo.quercJlas apa- ^,ar. ' .^^ 5 jo„epoc conta do Ceo o tornallas a acender. ne»no. rnuito por conta da Providencia Divina naõ pade- cer eíla luz diminuição alguma. Peceou Pedro negando a feu Divino Meílre, 6i logo o Divino Meílre com os olhos bufeou a Pedro ; Lonverjus TjUC* ninus rcfpexit 'F etyuffi. Eu reparava nas preíTas def- .. . /-I _ /^L n. ^ r. /»rv» i'»rofrr» rlpíVac vil* 60. J y U f ^ j J' t íA» *'1' ^ * 4r f • 4 *1/1. f tasviftis, em Chrifto fazer a Pedro emprego deitas vil' tas com tanta prcíTa.- .'Idbuc eo /£>^«f»ff.Pois os tormentos, que o cercaÔ.os ludíbrios, que o contraftaõ naõ pudéraõ di- vertir a Chrifto deite empenho? Ou quem motivatanto empenho a Chrifto? R.fpondo. Todos osApoftolos , « prindpalmente Pedro, como cabeça dos Apoftolos,erao wdos bOa luz ia Fè : Vos c/iis lux mmdi-, naquellas nega- ções itaqueou aquella Fê , & parece quiz apagaríe aquel lí luz, p jís bufeaô-no os Divinos olhos com osreílexosdfl feus rayos para animarem aquclles efplendores ,& darem nova vida aquellas luzos,Saõ Jeconymo me enfinou o pe^ íamento: Mt^c enim conveniens erat , ut in negationis tenC' » • -.A f IJ Ayt “l/^ i} íh i? /.‘t l?V* yj f /I f '?Xy j. bris permcneret.quem lux re fpexerat mtindi?F Pedro j^j^-jç^Ijeji-anienrcChriílo: 4d huc eo loquente, para xy •/ ^ olhâ inrimcdiíitíinicntc nriiio: ioul t o locjuc/ipt ^ que os olhos dc Chfiílo acendeíTem novamenre as luzeS da Fè cm Pedro; porque naõ eraõ convenientes efeurida- des em quem era, ou havia de fer o manancial das luzes* AíTi obra Chrifto com S. Pedro Apoftolo , aífi obra o Ceo com S. Pedro Martyr, km demora, fem detença baixa a a' • ' " rende» ccnder aslu7es dafua fepultura para fegurar, nos feus ef- plendoresa Igreja. Novo motivo para fetruratiça da Igreja com a Fè de Sa5 Pedro Martyr deícubro^eu na morre de S, Pedro , & na íua Fè; Arro}a íe a tyrannia a defanimar cílc Atlanre da Igre- ja, emprega os fios de hum cutello no mcyo da cabeça do noíío Sanro; o qual lutando com os uUimos parocifmos da morre, molha o dedo em o fangue, & começa a eferever em a terra o fymbolo da Fè.quc pronunciava com a bocea. Duvido afli: fe com alentadas vozes o pronuncia frrüpt.hu^ bocea., para quche eícrevelío em a cerra ? Digo que fegurat a Igreja nas durações da fuapé.para prometter^ eternas durações daquella Vè á Igreja. ^ . • Grande prova em humas palavras do Real Profeta:2:/«> gtiameacalamusfcriba^ Ijngua f dizia David, hc Ang- comohuma pennadeefcrivaõ, naõ ha diverfidade entre 44* o que hum eferivaõ traslada, & o que a minha voz pronun- qnod Itn» cia.v^e David publicafie afua língua como penna,naõ me^«^ (íict » admira, mas que como penna de eferivaõ publicafie a lingua, fo me afiombra! Porçm naõ advertem, que o tUtfânJit, crivaÕheoquedá,&oquefazfê,^por anthonomafia fc chama fe de eferivaõ ? pois diz David, poílo que as minhas palavras, por ferem palavras de Rcy.tiveficm roda a firme rtiAnc^\ ía, com tudo haõ de fer traslados de eferivaõ; eíla fè de ef- ctivaõdhe ha ds autenticar mais afirmefa, ^c. Naõ f(/u eu o primeiro em raparar, que dando os Fari- em cafade Pilaros o titulo dcRey a Chrifto, M • S no Calvario fe empenhaíícm tanto em tirar a Chri 'V. i o titulo de Rey : jVa/z Pois fe em huma voluntariamente íhotributaõ , como na outra wjoan.i^- ®*l]penhadamcnte lho negao? Se em caíade Pilotos lho y*butavaõpor ludibrio, também naCruz Ihc pocia er ^^Pprobriojqualpoisferàarafaõdelhedarcm e ^ parte, lhe impedir^ím em outra P^rre ^ p 3 Cyril. yiUy.> 1 2. in yom Joan r'^ffde Vi^atos era íó prGnunciacJo» tUnlo? F oy porque cm caU , .^ pü^josera íó depala- & ua Cruz ora elartro r pct palavra vra,&naCruz era por podia acabar, .““St, tt* t f«”p Óoçáb com atteaçaõ a S. CyriUo /Uexandn- tihZ SoTZu ^platm mutan tituíum . qMÍ4 nonjmt nái- Vínitus fcrmifínm , JiMe namqui Chrijh Rcgnum ijí, itiarn nolmt, etiam Ji ghrtarn tjus lonfiUn nonfa- í/>/ítór.l3ía',T5emos Judeos. g.irem, & vofecm. clamem eíTas bocas de Satanàs,conheçaõ porem, que fe ha de moi- traroReynode Chriílo com toda a permanência nos my- llcriofos rafgos deíía eferittura. E por lílo digo eu também, quenacfò lias vozes, mas nas rubricas da melhor elcrit- tura,íeguraS. Pedro Martyr à noíTa Fè toda a permanecia. Porem ainda duvido, SeSaÕ Pedro Martyr recebe duas feridas na fua morte, huma na cabeça . outra no pcito,por- nuenaõefcreveoeftesarrigos daFècom o Sangue do peí* tóPorque sò faz eíla efciirtura como fangue da cabe* çar Novo motivo para o noílo aíTumpto. Para dara Igreja com a fu I Fè nova fegurança. O p'j4Eo he palacíodo amor, a cabeça he trono do juizo, da cabeça dimanaõ as opera- roesdo encendimento, no peito fe cxecuraõ os impulfos da vontade; & para S. Pedro Martyr fegurar a IgrejaiabrI- ca cita eferutura, naõ a impulfos da vontade, fim com pro- ducções cio entendimento. ^ Perguntaõ os Theologos, porque rafao para reígatar o mundoda primei a culpa, foy mais congruente, que bai- 13' rr r o. Oi vinil?* R aiKTmpnrn.fp o renaro: fe O mundocia pi iiuvi c» v,,.. ,^v., . j '7 ' xaíTeafefTunda PtíToa Divina? Eaugoienta-fe o reparo; le • eíta emprcfi era empenho do amor.-y/c ^)eus dile^àt, ( 3 c. ^'^^0£f,3;/j{.oSanro,aquemreattribueoamor , porque na 5 havia cie executar cita emprefa? Venero rodas as rafões, direi o meu dilourfo, com a authoridadc de S, Jeronymo. Tinha Deusapparecido no mundoem trajes de humano mos braços de Jacob, no çfpinheiro de Horeb, dcc. Mas ‘ pOE s) breves botas, com poucas ^ ^ munao.quc efta lua viuda. na ''f X«V tras netmancucias-,?( naõ !Ó pot hoxAS-.(lMíífm(l Cit í:^<;.Poís baixe o Ycrbo Eterno, naõbí^)'Xe o Efpin 0 Santo: o Eípirittí Santo he produeçao Divina vonta c, o Verbo Eterno bc parto do Divino entendimento, « p.4- laiegurar Eimefas, ^ permanências parece condtiz maiS a vproducçaõ de bum* entendimento , c^oc de huma Yon* tade. ParaS. Pedro Martyr fegurar a Igreja com afua Fê, deu efta efcrittiira de Fe a Igreja, naÕ coni ofanguc do pei- ta, fim com ofangue da cabeça, naõ com o fangue do amor, & da vontade, mas com o fanguedo juizo , & doentendi- menro,paraqueof€ufeguir a Chrifto, Sc o apoftoiieode feu peito; Sequaturme: Hac eji ferfiàio Qbrijftana Re^ ligionis: emafegunda qualidade da prata moílraífem na íua Fè, 0 melhor feguro para a Igreja: Argenturn Jidem de^ notat. Na terceira qualidade da prata, moftra-fe cm a Fè do noíTo Santo para efte tiibunalo mayor credito, Ja fabem como aCruz era antigaamente no mundo o caftigo de rna- yor oprobrio, & parece fe empenhou o Divino Mcftrc em fazer a Cruz infignia do mayor credito: Cruçcrft fuam: HíêC eft ferfeóíio. Confcftb me admirou fempre muito rícolber efte Iduf\reXribunal por íeu prorcélor aS Pedro Mavtyr^naõ 2 rne^^ Patriarca Saõ Domingos; fendo que meu Parriar ca ^õDoniinaos o animou, primeiro que Snõ Pedro motivo pois haveria para efta cfcoihar-Lavrcmos u ^ ^^^niantc com outro diamante , Sc foiremos c a UM^a co T'? igual ptopoftâ. Porque rafaõ difporia o Ceo , qem- íe meu Padre Saõ Domingos nas batar.as dos nenhum golpe dos hereges ch^ gaíTeatocar em meu PadreS. Domingos? antestrazendo "as mios hum Ctuaifixo, todas as f«“as feempregavao^no rmriíÍKO que tnV.a nas mios & a S. PeároMartyr cm Sptimeirol avanços ncgoceou a hcrefia Lr feJ nrlteítor.naõ a meu Padre S. Domingos, nnrnue QUCria foíTe protector deíle Tnbuiul ^.Ir^edro 1 , ^Verona & naõ Saõ Domingos Ja faben^que j he /ndicé da regalia. & fò donde a Fè pudcíTe cauftt a eíle | Tribuna! mayor credito, quiz o Ceo, que houveíTe a put- . '^"peíguntàraL a Mário, qucblafoõs mandava "? | feu efcudo;dlc moftranf o o corpo rubricacb j «cuelcudo;eiiemoiua,..,-v,vw.,p,.u„..,.--- . fe, que aquellashaviaõ de fer as ^ \ imrnnn. E o valerofo, fenao 'uviito Tu no ^^“'■'•./achou por coroa às fuas vaSglorias os ^‘”^’^-áos como fangue das próprias tendas; n. -n r A la^íp* fr vTãíj nrea AragdO , « ^a dos como langue ^ ^ Mngun,^. ÍJKnl de : talunha, tendo por bUiao as barras de an^ue , Barcelona, que nobranco cioefendo ”‘3 dofeucfpirito. Com muito mais acerto ferve dc timbre a efteíupiímo Tribunal a purpura do feu ■ riifidor; & com rafaõ parece, repito cu, qui^z o Ceo so aoW vcííe a Coroa do martyrio, aonde a Fe pudcíTc caufar a e . "^'fenií SLrèÃdtou Chrifto bem noíTo , fazendo doobfcuro dc huma fepukura, berço para a nnelhor vida; & he eoufa digna dc admitacaõ , que, morrendo o Senbot com a cabeça penetrada de fendas, nospes, niaos , ft .ado com dDcç í 8ífubaaoCco com eftas chagas, com chagas, reíulcite, Cí iuüd ao V.CU u ^n?<; naS fuba ao Ceo. nem tefufeite com aquellas fcndas_MaiS daro.-fe o Senhor fobe à Bcraaventurança com asfet^a 4 os pès, mJçs, Si lado, porque naõ leva a Bemaventuran^ (> 5 ) asferiáaí.quérectbeo na cabeça > Ja fabem, quea Cabeça Ad Efh. he Hycroglifiço da naturefa DiTína : Cupit Chrifii ^'IJcíiSt j . 15* também fabem, que o demais corpo he prototypoda natu Gçorg^ tcfa humana; ATpy »utem Cerfus ejusfumus. Agora hum Vtnet. grande peníamento filho dasluzes de Aiiguftinho. Sobio Carít.i.t. Chriftoao Ceo,(diz a luz mais augufta^para engrandecer 5.C.18. a naturefa humana: Afcendit ChriJ^ns honorans huwamm naturam^o\s fe Chriíío quer engrandecera natureíahu* mana , feniohe agora o feu empenho engrandecer a na- turefa Pivina •,divjfemr(e feridas, ác chagas, naõna cabc- Ça hyetoglifico da naturefa Divina , mas no corpo proto- typo da naturefa humana. Divifem fe, digo . sò ncííe pro- totypo da naturefa humana, feridas para oílentaçaõ das fuas eacccllcncíasj Afcendit Chrifius. &c, Da mefma forte, Íí com a mefma propriedade contemplo eu , quiz o Geo permictiraS. Pedro de Verona, & naÕ a meu Padre pomingos,a Coroa do Martyrio, para que com os eímal- tesdefta purpura adquitiíTe a fuaFê aefteTribunahfupre- ino credito. Sejà n$o foy,que quiz meu Patriarca Divino Ihefi* caíie eíleTribiínal mais obrigado, porque privandofea fy do credito de íer íeu pfo redor , difpoz foíTe S. Pedro Mar- tyr o leu protedor,para com a purpura do Martyrio dupli- carlhe 0 credito. Quiz lhe devffíe mais em íe defraudar a íy deíle timbre, para lhe adquirir coa purpura do leu 'ytmayor luílrc. O texto explicará o peníamento. Muito exageraÕ os Evangeliílas o efcurecerle o Sol morte de Chrifio, & todos cailaõ oadiantarfe na Refur- - , i ^ y ^ ^^Jçaõ dc Chíiílo ò naíeinaento dp Sol. Foy neceílario quc ^edro Chryfologoo affirmaíTe, para haver ^;^earoL;hrylologo.oaltirmaIle, para naver quemo fou-^, ^ befie: Quuji rífurgenti 'Domino congratitít*ni> peitos de fcnhora. Lidiavaõ â fuavifti nP*r» rarr^i febre .1 quem fe devia a purpura „ J f rade oftentava. Diaia o Ceo Ôè.T? ‘‘“'"e nancial daquellas luzes, o meftno d v'^'* lèr o ma- niflrar o alUeueo daqúenereSeííA ‘ “a’’ muuicarXXK?C7uteir‘'” ' "h™' ^ àesãíM:: plciKlorcs^8{d>as lu-^ ' ^ le devem eftes ef- S3cs=(ix;sSXi;,7uI'"a'>: quem hei de dar o paraben A tanto A r “ ™f'" “ porterbum MPiiftrotaõiiuXrí ter hum Dcfcnlor taõ vakrofò f/? ? Cathohca. por • dor raõitr.iftojeà minha llrlJ ’ 5 Pot ter hO Fia- u,,ico,fcaefteilluft.eT,,ba„aí;m\‘’".^=;^^^^^^ KMX“XrXCim'“''^"^ aefte Tribuna! illuflte.que como mais 1, b ?'“8” appiaufos, he hrr je o ma.s ventajofo u ò ■ "b Sagrada Rehgiaõ que numerandoelle Aftro éntmaTfuM tílrellasjevaaglorcaufiicanasgalhardilc.ii n i * lica.que confcITandofe mais que obrigát ao feguta perpetua du.açaõ nolu luf.ml^tràroíllé" q« numerando a Saõ Pedro Marryr entre os fen« , ’ çauuivetfaldeftruiçaba tothfs oserr^suoCe^AA™;^: voa* Voàdo de tantãs almas reduzidas pnr èíle F^olda Chrif- tandade, Confeflà de vera efte Farol da Chiuandade in* numeráveis Almas. Demos finalmente o parabém á noíla dica , pois com rio illuftre Capitão temos quafi mtallivcis os triunfos da graça , & com ell«s os ttofeos da gloria. Quam FI NIS J 2^7